terça-feira, 18 de maio de 2010
Músicas
Você pode tanto baixar as músicas ou pode ouvir aqui na pagina do blog mesmo!!
How Great is our God
You Deserve the Glory
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Partituras
Deus é
Quão Grande é o meu Deus
Digno de Glória
Logo mais teremos um post com o áudio das músicas!
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Aviso
obs; dúvidas entre em contato conosco através do nosso email enjadeccampinas@yahoo.com.br
Deus os abençõe!
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Noticias...
Juventude Campinense se movimenta para o Enjadec 2010Organizadores esperam superar o trabalho do ano passado
Os jovens do campo de Campinas já estão se mobilizando para o maior evento que o departamento realiza, o ENJADEC 2010 que será realizado de 26 a 31 de julho.
Neste final de semana começaram as maratonas de ensaio na Região 3. No último domingo aproximadamente 200 jovens se reuniram na sede do setor do Jardim Aeroporto.
No ensaio, aquecimento de voz, afinação de instrumentos, amizades novas e muita comunhão. Os líderes pautam por trazer uma mensagem da palavra de Deus e orações, além de louvor e muita descontração entre os jovens.
Colaborador: Alexandro Rosa
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Bem-aventurados os Fracos
Ricardo Gondim
Passo por uma fase em que meus valores vêm mudando muito. Ultimamente sinto atração pelos fracos, pelos caídos e pelos desafortunados na vida. Tenho vontade de gritar: chega de campeões, chega de relatórios bombásticos, chega de testemunhos de vitória. Cada vez mais venho aprendendo a partilhar da felicidade dos que não faziam parte de meu universo. À medida que envelheço, percebo nuanças que meus olhos juvenis não enxergavam.
São bem-aventurados os que não têm pedigree. Afortunados os que vêm de famílias pobres e por isso podem cantar, como Luis Gonzaga: “Ai, Ai, que bom/ que bom que é/ Uma estrada e a lua branca/ No sertão de Canindé/ Automóvel lá nem sabe se é homem ou se é mulher/ Quem é rico anda em burrico/ Quem é pobre anda a pé/ Mas o pobre vê nas estradas/ O orvalho beijando as flores/ Vê de perto o galo campina/ Que quando canta muda de cor/ Vai molhando os pés no riacho/ Que água fresca, nosso Senhor!/ Vai olhando coisa a granel/ Coisa que, pra mode vê/ O cristão tem que andar a pé”. Esses serão amigos de gente como Jefté, filho de uma prostituta; de Davi, excluído por seu pai e irmãos; de Nelson Mandela, que viveu sem calçar sapatos até quase a vida adulta. Eles são felizes porque não nasceram de pais frustrados com o seu quinhão na vida. Assim, sem rédeas manipuladoras, puderam optar por vocações, dar vazão a talentos e seguir por sendas que não se prestavam a satisfazer o ego ou as expectativas dos que precisam se projetar em crianças indefesas.
Bem-aventurados os que não são belos. Felizes os que não se conformam aos parâmetros estéticos da sua geração. Essas pessoas precisam vencer os preconceitos mais sutis, que valorizam a beleza da pele e esquecem os valores do caráter. Elas são afortunadas porque precisam de uma têmpera diferente para vencer. Quando se candidatam a um emprego, sabem que não impressionarão pela cor dos olhos nem pelos seios volumosos. Essas pessoas trabalharão com mais afinco, valorizarão o suor que brota pela persistência, pois não vivem iludidas pelo reflexo que matou Narciso. Elas serão amigas de Lia, cuja beleza não se comparava à de Raquel, e entenderão o provérbio bíblico: “A beleza é enganosa, e a formosura é passageira” (Pv 3.10).
Bem-aventurados os deficientes físicos, os meninos com síndrome de Down e as meninas com paralisia cerebral. Suas vidas valem muito para os seus pais; seus sorrisos são valiosos e suas existências, uma constante lembrança de que os padrões da normalidade são mais largos do que essa geração hedonista admite. Eles nos lembram de que nossa existência não é um passeio despretensioso e que não podemos viver na ilusão do eterno prazer. A felicidade dos deficientes que disputam as para-olimpíadas, de Hellen Keller, que, cega e surda, graduou-se em universidade, e Ray Charles, que nos encantou com sua voz maravilhosa, tem um peso diferente do riso soberbo dos ricos e dos poderosos.
Bem-aventurados os que já pecaram, os que já deram vexames, os que já se desviaram da vontade de Deus, mas voltaram arrependidos tal qual o filho pródigo. Esses não têm o coração altivo, não se sentem merecedores de coisa alguma. Vivem dependentes da misericórdia; jamais teriam coragem de reclamar seus direitos. Os perversos mais malignos são pessoas que nunca transgrediram, que jamais erraram; portanto, não sabem como é a dor da maldade, não conhecem a culpa do mal praticado. Mas aqueles que já amargaram o fracasso são felizes, porque celebram a graça; não esquecem que se não fosse o favor de Deus, há muito já teriam perecido. Eles caminham ao lado de Abraão, que mentiu, de Moisés que matou, de Davi, que adulterou, de Pedro, que negou, e com eles repetem: “Suas misericórdias duram para sempre”. Só eles podem dizer, como a virgem Maria: “Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, pois atentou para a humildade da sua serva” (Lc 1.46-48).
Bem-aventurados os que nunca experimentaram grandes vitórias e vivem sem grandes arroubos. São eles que não nos deixam esquecer que a maior parte de nossa existência acontece no contexto da rotina. Eles são felizes porque souberam viver sem a fadiga dos ativistas cheios de adrenalina. Vivem despretensiosamente ao redor de pessoas amadas e não se sentem obrigados a carregar o mundo inteiro em seus ombros. Não deitam a cabeça no travesseiro para acordar no dia seguinte com olheiras. Eles são felizes porque souberam caminhar pela existência sem desejos grandiloqüentes, sem ambições ou invejas. Eles serão parceiros de João Batista, José, Bartolomeu, Joana, e tantos outros discípulos de Jesus, cujas vidas aconteceram no anonimato.
Bem-aventurados os que não precisam viver uma vida sempre coerente. Eles sabem que estamos sempre em fluxo, que mudamos e precisamos abrir mão de verdades a que no passado já nos apegamos com muita firmeza. Eles não são dogmáticos, intolerantes nem legalistas. Essas pessoas são felizes porque nos lembram que o amor nos tornará incoerentes e imprevisíveis e que o nazismo montou-se sobre uma pretensa lucidez filosófica.
Bem-aventurados os que não sentem a cobrança de uma divindade infinitamente exigente. Eles podem ser eles, mesmos quando se percebem diante de Deus; não se amedrontam por serem imperfeitos ou por carregarem complexos e traumas interiores. Não temem a rejeição de Deus e por isso não precisam encenar uma espiritualidade plástica e afetada. Eles também ouvirão a voz que afirmou Jesus no dia do seu batismo: “Este é o meu filho amado em quem o meu coração está satisfeito”. Felizes os que nos ensinam que viver em intimidade com Deus significa saber que ele está satisfeito conosco e que não precisamos nos provar, pois seu amor não depende de nossa perfeição.
Bem-aventurados os que não se comparam aos poderosos nem invejam os triunfantes. Eles captam o significado do Poema em Linha Reta, de Fernando Pessoa, e sabem que é falsa a pretensão daquele que alardeia ter sido campeão em tudo. Reconhecem que o poeta está correto quando afirma: “Estou farto de semideuses”. E, em parceria com Pessoa, também clamam: “Quem me dera ouvir de alguém a voz humana”. E, como ele, também gritam: “Arre, estou farto de semideuses. Onde é que há gente no mundo?” Esses serão amigos de Paulo, que mesmo no fim de sua vida, afirmou: “Eis uma verdade digna de toda aceitação; Cristo veio salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”.
Assim, os meus novos heróis são pessoas que sempre estiveram ao meu redor e que nunca percebi. Agora vejo que nunca dera conta de que eles são descritos no Sermão da Montanha. Admito que essas constatações chegaram muito tarde em minha vida; contudo, espero que você aprenda a reconhecer os verdadeiros heróis antes do que fui capaz. Se conseguir lhe ajudar nessa tarefa, eu também me sentirei bem-aventurado.
Soli Deo Gloria.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Nas entrelinhas da Organização
Mas o meu pensamento não é exatamente sobre a organização nem o tempo que toma nem o trabalho que dá até que tudo saia próximo ao planejado, digo próximo porque sempre que termina se pensa; "foi muito bom não, mas ano que vem podemos mudar isso e aquilo..."
Estive pensando no que é que acontece nas entrelinhas de toda essa organização, nos laços que se cria, nos relacionamentos, nas amizades, na surpresa em passar a conhecer uma pessoa que você sempre cumprimentou com a Paz mas nunca teve um tempo pra uma conversa, toda a preparação é solo fértil para plantar novas amizades, novos vínculos.
E a partir desse pensamento entendo uma coisa; só ganhamos quando nos colocamos a disposição de participar de um evento desses, mesmo sendo complicado as vezes conciliar o tempo para estar nos ensaios, participar de reuniões ainda assim é gratificante e se ganha muito mais do que se perde, se você estiver com o coração aberto é momento de comunhão, de desfrutar da companhia do irmão, de conquistar o carinho e a consideração de outras pessoas assim como passar a ter um carinho e consideração por pessoas que você jamais imaginou ter...
Algumas pessoas não acreditam nesse tipo de evento na igreja, dizem que o resultado não é lá essas coisas, que não tem muito proveito tanta movimentação...(digo isso porque já ouvi) mas enfim, acho essa opnião muito negativa.
Então chega o dia da festa o tempo de desfrutar tudo o que foi planejado, os dias em que participamos dos cultos, das palestras, onde o coral vai apresentar as canções que tão "exaustivamente" foram ensaiadas... É o momento em que vamos ouvir a voz de Deus através de um instrumento seu, e sentir a presença de Deus, a confraternização com os irmãos compartilhar a alegria de ser filho de Deus e poder estar na sua presença e isso vem como o presente principal o momento mais aguardado e singelo! Tenho que ressaltar aqui que a festa em si deve ser a chance de aprender mais de Deus, conhece-lo mais e passar a ter uma nova atitude diante do que foi ministrado...
Bom a minha expectativa para o ENJADEC desse ano é que mais uma vez todos tenham a oportunidade de aproveitar o máximo desde o momento em que começamos a escrever este blog até os dias da festa e depois mais uma vez pensar no ENJADEC do próximo ano, que mesmo que não tenhamos idéia de como vai ser, das pessoas que vão ter a honra de organizla-lo, pelo fato de já ser uma tradição sabemos que vai acontecer e que o processo de preparação até a festa possamos ter pessoas dedicadas e compromissadas para mais uma vez realizar o ENJADEC...
Lembrei de Filipenses 2.1,5
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Auto-Suficiência: Oposição ao Reino
O que será que uma criança tem que os discípulos não tinham? Eles precisariam perder algo, para ganhar o que uma criança ganharia sem o mínimo esforço? Ora essa é a palavra chave, “esforço”, pois o reino de Deus é recebido gratuitamente por quem reconhece a sua insuficiência, é sem esforço que a graça se manifesta, a auto-suficiência do ser humano o afasta da natureza do reino, havia necessidade de se perder a suficiência, e se tornar insuficiente como uma criança. [1]
Um homem de posição presenciou aquela cena “absurda”, crianças serem valorizadas assim? Então pergunta para Jesus, “Bom mestre”, o que farei para herdar a vida eterna? Ora se é “herdar”, como pode o herdeiro fazer alguma coisa em prol da herança? Se a conquista não é ativa, e sim passiva, logo é um ganho através de uma perda! Perde-se a vida, e o testamentário ganha a herança pela morte do testador.
Ser chamado de bom, não agradou o mestre, visto que ser “bom mestre” está no nível humano, mas ser Senhor está na dimensão do divino, o homem de posição não tinha condições de reconhecer a Divindade de Jesus, para isso, implicaria perder o espírito de religiosidade, onde predominava o “faça para herdar”, necessário era substituir por “herdar sem fazer”.
Jesus não queria entrar num debate teológico, tão pouco desvalorizar o seu interlocutor, simplesmente entrou na teologia do homem, e disse que ele sabia os mandamentos levando-o a dimensão passiva da lei, onde o “não” é imperativo, somente honrar pai e mãe foi o único mandamento ativo.
No entanto a essência da lei, não é ativa nem passiva, mas sub-jetiva, não é o fazer ou não fazer, mas o sentimento que está por traz do fazer, ou não fazer, de sorte que ninguém é justificado pelo que faz, ou pelo que deixa de fazer, mas pelos sentimentos que domina a ação, seja ela do “não faça”, ou do “faça”, de forma que não precisa “matar” o próximo para ser assassino, mas se irar contra ele e no coração desejar cometer homicídio. [2]
Portanto o valor da oferta seria reduzido a um sacrifício inútil se quem vai ofertar lembrar-se que o seu irmão tem algo contra ele, e não ele contra o seu irmão, assim sendo, só resta dar meia volta, e ir tratar dos sentimentos do outro, para que sua oferta fosse aceita por Deus.[3]
NOTAS
[1] Lucas 18: 15-18
[2] Cf. Mateus 5: 21-22, onde Jesus relativizou o sentido de “matar”, que agora não precisava consumar o ato na esfera objetiva, mas na subjetividade do coração bastava “irar-se”, estaria sujeito a julgamento.
[3] Mateus 5: 23-24, mais uma vez vemos que na dimensão da fé Cristã o mais valorizado n]ao são as ações concretas, do “fazer”, mas também a do “deixar de fazer”, veja que ofertara está na esfera concreta, mas reconciliar com o irmão está na esfera da “paz interior”, isso mostra que o valor dos atos, são relativos, pois o seu real valor é determinado pelos “Sentimentos”, que estão por traz deles.
Colaborador: José Lima
Ministro do Evangelho
Mestre em Ciências da Religião pelo
Seminário Nazareno das Américas (SENDAS)
Prof. IBICAMP e
ESTEADEC – Campinas- SP
É autor do Blog: http://jl-reflexoes.blogspot.com
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